quarta-feira, 31 de agosto de 2011

De volta

      Estou de volta a Lisboa, por fim! Devo confessar que estou muito feliz por voltar para esta cidade, pois é onde encontro todas as coisas que me são familiares: os lugares, as pessoas...
Penso que estar num lugar que não nos é tão familiar torna-se bastante triste, pois não há nada como voltarmos para aquilo que nos faz feliz!
     Hoje, apenas escrevo este pequeníssimo texto que expressa o meu regresso a Lisboa...
Um resto de boas férias para quem ainda as tem!





segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Saudade

          

          Saudade, um sentimento triste no qual o meu coração navega sem um rumo, sem te encontrar na amargura da distância…
          Ainda me lembro do nosso primeiro encontro… Está guardado na minha memória… Recordo-o constantemente… Foi lindo o nosso primeiro beijo… Tão tímido mas tão intenso… E o teu olhar doce sempre cravado em mim, como se estivesses a olhar para a minha alma e gostasses do que estavas a ver…
Mais de um ano se passou e ainda tens esse olhar… O tempo não nos separou. Pelo contrário, ainda nos uniu mais. Por muitas dificuldades passámos, mas mantivemo-nos juntos, laços inquebráveis, como se não conseguíssemos viver um sem o outro. E não conseguimos, de facto. Por isso dói estar longe de ti… Embora a distância não impeça o nosso amor, é insuportável acordar sobre a manhã e não estares ao meu lado fisicamente… É insuportável não sentir os teus lábios unidos aos meus em beijos repletos de um desejo insaciável… É insuportável não conseguir sentir o calor do teu corpo quando me envolves nos teus braços que são o meu porto de abrigo…
         Saudade, um conceito amargo que não se dissolve nestes dias de aflição…
         Saudade, um rasto de agonia, um vestígio existente escrito no céu coberto de estrelas…
Mas estrela, para mim só há uma: és tu!
Não há nada que brilhe tão mais intensamente que o nosso amor celestial!

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

There's nothing like home!


          É curioso como a sensação de estranheza surge nos mais simples momentos da nossa vida…
Pode ocorrer por exemplo quando deixamos o ensino secundário e seguimos para o ensino superior e notamos as diferenças existentes; pode ocorrer quando estamos habituados a uma certa pessoa e depois a perdemos e as coisas não são as mesmas ou então pode ocorrer quando deixamos uma casa em que habitualmente vivemos para frequentar uma outra casa temporariamente. É esta última situação que me está a acontecer agora. Estou no Algarve, de férias com os meus pais e com a minha irmã e tudo me parece diferente. Não me refiro apenas ao aspecto que já mencionei (o estar numa casa diferente), mas também ao que me rodeia: os sítios não são os mesmos e as pessoas não são as mesmas. Torna-se estranho olhar para cada canto deste lugar e não reconhecer o que já me era familiar, num outro local, num outro lar. A diferença que sem qualquer dúvida mais noto é a tua ausência. Sim, estás perto de mim mas ao mesmo tempo tão longe… Sinto saudades de olhar para ti e ver a doçura do teu olhar; sinto saudades de beijar esses lábios carnudos e sinto saudades de sentir o teu corpo junto ao meu…
Sem dúvida: não te ter aqui é a sensação mais estranha e triste de todas.
Mal posso esperar para voltar para Lisboa, não para voltar para casa, mas para voltar para o meu verdadeiro lar: tu!

domingo, 14 de agosto de 2011

We all live in hell!

     Cada vez com mais frequência pergunto a mim mesma: Como é possível viver num mundo que é tão cruel? Há pessoas más. Ora matam sem dó nem piedade, ora violam mulheres inocentes ou até mesmo crianças, ora incendeiam lugares, deixando as pessoas sem um lar...
Não é num mundo assim que quero continuar a viver. Um mundo de justiça, onde as pessoas são boas e sentem compaixão é o meu mundo desejado. Mas esse é um sonho impossível, não é? Porque haverão sempre más pessoas. Infelizmente, essa é a realidade. E como sempre a realidade arranja forma de nos dar um estalo na cara!

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Valeu a pena!


      Há uma semana atrás estava eu a chegar a Aveiro para ir ver bandas que me interessavam a um festival de música. Infelizmente, nem tudo correu bem. Começou a chover no 2º dia em que lá estive e como estava a acampar lá, começou a chover dentro da tenda. Resultado: pela 2ª vez constipei. Mas apesar disto e de terem sido 2 dias cansativos (os concertos cansam), valeu a pena. Fui a esse festival com o amor da minha vida e quando estamos com alguém que amamos, simples momentos tornam-se grandes momentos, perfeitos momentos.
Apesar de estar muito constipada (até febre tive), não me arrependo de ter ido. Ás vezes, as coisas más valem a pena se em troca há algo bom...

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Não sei!


      Na minha opinião, não saber algo é tão mau como saber... Sim, a verdade fere e dói mas a incerteza também causa mágoa…
 Pelo menos, se soubermos já temos a resposta que procurávamos, já podemos arranjar uma maneira de seguir em frente. Se não soubermos, todos os dias nos interrogaremos “ E se? “
Eu prefiro sofrer com a verdade que sofrer com a mentira ou com a incerteza. Não gosto de viver iludida; gostava de viver num mundo onde as coisas ou são x ou y. Isto porque queremos saber algo e a pessoa não nos sabe responder e a nossa vontade é dizer: “ Decide-te! É isto ou aquilo? “ E quando ouvimos o tão irritante “ Não sei “, tudo se torna confuso e começamos a pensar “ Que fazer? “
Não gosto de viver nos “ ses “; gosto de ter certezas, respostas concretas. Se fizer uma pergunta, gosto que me respondam directa e eficazmente, porque se começarem a divagar, ficamos na mesma ou mais confusos ainda.
Infelizmente, a vida está repleta de interrogações que são feitas a nós mesmos ou aos outros e, às vezes, nunca sabemos a resposta à nossa pergunta. Outras vezes, tentamos encontrar nós mesmos uma resposta que nos satisfaça ou pelo menos alivie minimamente o desespero sentido. Mas a isto chama-se negação. Só sabendo, só ouvindo a verdade crescemos, enquanto seres humanos, porque a vida é uma cruel verdade. Só sabendo isto chegaremos à aceitação!