quinta-feira, 28 de abril de 2011
Música e Gatos
Hoje tive um dia bastante feliz: fui ter com o amor da minha vida para compormos uma canção para o concurso proposto pelo metro. O concurso baseia-se em realizar uma curta metragem para divulgar o metro. Infelizmente o tema não é grande coisa (divulgar o metro, really?) mas cada um de nós tem que saber dar asas à imaginação.
Seja como for, eu e o amor da minha vida lá compusemos uma canção: ele tocou no teclado e eu cantei. O resultado até ficou engraçado. Esperemos que o júri do concurso aprove. Adorava que ganhássemos, pois o prémio é excelente (se ficarmos em 1º lugar pagam-nos 3000 euros para um curso de cinema na Escola Restart, uma escola excelente!).
Depois de muito trabalho (compor uma canção não é tarefa fácil) fomos lanchar e depois do lanche fui ver os gatinhos do meu amor. Tão fofos que eles são! Adorei! Infelizmente quando pergunto aos meus pais se podemos ter um animal a resposta é logo: Não! Mas não vou ficar triste. Um dia quando puder vou ter um animal!
Resumindo e concluindo: não há nada melhor que passarmos momentos com quem gostamos, desfrutando de coisas que nos dão alegria, quer sejam coisas como compor uma canção com alguém importante ou ver gatinhos a brincar. O que interessa é que temos que aproveitar os bons momentos!
Carpe diem!
terça-feira, 26 de abril de 2011
Como as coisas mudam...
Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.
Meto as mãos nas algibeiras
e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro!
Era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro!
Era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes!
e eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos,
no tempo em que o teu corpo era um aquário,
no tempo em que os meus olhos
eram peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco, mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.
e eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos,
no tempo em que o teu corpo era um aquário,
no tempo em que os meus olhos
eram peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco, mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.
Já gastámos as palavras.
Quando agora digo meu amor,
já se não passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.
Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.
Quando agora digo meu amor,
já se não passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.
Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.
Adeus.
Hoje é mais um daqueles dias em que me apetece ler poesia. Adoro poesia, adoro o modo como as palavras têm um significado tão forte que até nos podem fazer sentir coisas que nunca antes haviamos sentido.
Este poema de Eugénio de Andrade é, sem dúvida, o meu poema favorito dele. Penso que o poema segue muito a temática da mudança e como às vezes duas pessoas anteriormente ligadas por algum motivo, apercebem-se tempos depois que já nada têm em comum, que as coisas já não são como antes, que querem coisas diferentes para si...
Chega uma certa altura na nossa vida em que todos temos que seguir um caminho diferente de alguém.
Um exemplo tão simples como a passagem do secundário para a universidade, em que são vários os colegas e/ou amigos que seguem um trajecto diferente.
Contudo, quem sabe se um dia os caminhos não se cruzam novamente? A vida dá tantas voltas...
sábado, 23 de abril de 2011
Tempo
O tempo passa tão rapidamente que às vezes todos nós até perguntamos: " Já estamos em Abril? " E depois exclamamos: " Como o tempo passa depressa! "
Pois é! O tempo voa e por isso mesmo senão tivermos cuidado podemos deixar passar boas oportunidades porque adiámos algo e depois o que acontece quando nos apercebemos de tal? Já é tarde demais! Infelizmente não podemos voltar atrás no tempo e fazer as coisas de modo diferente! Podemos e devemos é aprender com os erros para que para a próxima vez tal não se repita!
Agarremos as oportunidades e façamos o k pudemos com o tempo que temos! O tempo é uma dádiva! Afinal de contas, o tempo é aquilo que cada um de nós faz com ele!
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Cansaço
O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto alguém.
Essas coisas todas -
Essas e o que faz falta nelas eternamente;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto alguém.
Essas coisas todas -
Essas e o que faz falta nelas eternamente;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser…
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser…
E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto…
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço.
Íssimo, íssimo. íssimo,
Cansaço…
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto…
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço.
Íssimo, íssimo. íssimo,
Cansaço…
Um dos meus poemas favoritos de um dos heterónimos de Fernando Pessoa, Álvaro de Campos.
Há dias que nos parecem tão cinzentos a partir do momento em que acordamos e nada nos apetece fazer, pois tudo aquilo que fazemos, sentimos e pensamos é um cansaço absoluto. Hoje é um desses dias para mim. Acho até que mesmo que se me deitasse e dormisse o cansaço n passaria. Às vezes, o cansaço não é exterior, é interior. Por isso temos que aguardar e esperar que o tempo nos cure. Isto se todas as nossas tentativas em combater o cansaço que sentimos falharem.
Acho que é isso que Álvaro de Campos exprime neste poema: às vezes só as coisas mais simples da vida nos podem desgastar; às vezes só o querer algo e não o conseguir obter pode ser motivo para que nos sintamos sonolentos interiormente.
terça-feira, 19 de abril de 2011
Queen of Revenge
Betrayed by my lover
He left me and he’s gone with the daughter of the king
I’m a witch in despair
My heart bleeds deeply within like has been stabbed
Now that I’m facing reality
Some thoughts are crossing my mind
Thoughts of revenge
Thoughts of justice, the justice I deserve
He will regret
He has to feel the same pain I felt
It’s the only way
Children, you are the answer to my plan
You can be useful for me
Oh yes you can!
Children, you’re the live memory of what I used to be
Of whom I used to be with
You are the fruit of a betrayed marriage
And she, the mistress princess will make part of my plan too
You shall not be together with me in here suffering
Take this poisoned gift
I’ll pretend I can forgive
Take it and die!
Feel the flames burning your skin!
Feel the pain!
She lays dead so as the king
Now it’s time for the other part of my revenge
Children! Oh children your father will soon be here
And feel he taste of disgrace!
What a pain in my heart!
Oh my children!
What has she done?
This is horrible! A tragedy!
My children do not breathe
Please children breathe!
Please children live!
They are dead, yes they are!
This is my revenge
Tell me how does it feel to be dead inside?
This is my justice
The hate and jealousy destroyed the innocent children
The hate and jealousy became revenge
For her became justice
This is the tragedy of an entire family
A tragedy of an entire family
Escrevi este texto pensando que poderia servir como uma letra para uma canção. Imaginei-a como seguindo o estilo de metal sinfónico, com elementos de ópera, incluindo um coro e sons dramáticos, remetentes para uma orquestra. Esta letra remete para uma História Clássica, nomeadamente a História de Medeia que após ser deixada pelo marido que se envolve com a filha do rei, fica devastada e sedenta de vingança. Por isso mata a filha do rei e incluindo os próprios filhos para que o seu ex-marido sinta a dor que ela sentiu.
Daí o título: Rainha da Vingança.
sábado, 16 de abril de 2011
Guardian Angel
I’m free
Now that I have my wings I can fly above the sky
You’re my guardian angel
Will you fly next to me?
Take my hand
Don’t be afraid
It’s our moment
We must live it until eternity
Far away from all the concerns
Let’s leave sadness behind
With you giving me strength
I can breathe
Believing in me more than I believe myself
You give me all of the love I need
Don’t ask for anything else but you in my arms
(You keep my heart in the palm of your hand)
I’m free
Now that I have my wings I can fly above the sky
You’re my guardian angel
Will you fly next to me?
Take my hand
Don’t be afraid
It’s our moment
We must live it until eternity
I know life can be treacherous
It’s so easy to lose the course
But you guide me trough dark
And you save my heart
Keeping the beatings inside my chest
(You found me dead and you resuscitated me)
My guardian angel
My guardian angel
Fly with me until eternity
(You keep my heart in the palm of your hand)
Eis uma letra para uma canção :)
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Revolta
Há uns meses atrás, decidi alterar a minha inscrição para o 2º semestre. Assim sendo tive que preencher um papel para apelar ao director da faculdade para me deixar fazer duas cadeiras diferentes, ao invés das duas que eu colocara inicialmente. Depois de entregar o papel na secretaria da minha faculdade, foi-me dito que obteria uma resposta muito em breve (se o requerimento seria aceite ou não). A primeira vez que fui à secretaria perguntar, disseram-me para esperar mais algum tempo. Assim o fiz ingenuamente. Na segunda vez que lá fui (já fazia um mês desde que entregara o papel) disseram-me que a resposta ainda não tinha chegado. Pacientemente, esperei mais algum tempo. Na terceira vez que lá fui, voltaram-me a dizer que a resposta ainda não chegara, pois tinha sido uma semana muito lenta. Ironicamente perguntei:
- Só esta semana foi lenta?
A senhora que me estava a atender olhou-me surpresa (não devia estar à espera da minha resposta) e respondeu-me arrogantemente:
- Espere mais algum tempo.
Farta desta mesma resposta, perguntei:
- Quando é que me vão dar uma resposta? Quando o semestre estiver a acabar? Não entende que isto prejudica uma pessoa? E senão for aceite como é que vai ser? Não vou ficar mais um ano na faculdade a pagar propinas por causa da vossa incompetência!
A resposta da senhora deixou-me ainda mais revoltada:
- Não quero saber se paga as propinas.
- Vou preencher o livro de reclamações! - foi a minha resposta determinada.
Virando costas a tamanha arrogância, dirigi-me à portaria da faculdade e pedi o livro de reclamações. Nele escrevi a resposta da senhora que me atendera e o facto de ainda não ter uma resposta ao meu requerimento e falei da incompetência dos serviços. Querem saber o que aconteceu dias depois ao ir à secretaria? Já tinha a resposta dada (requerimento aceite) !
Moral da história: Se continuarmos sentados nas nossas cadeiras de braços cruzados à espera que as coisas caiam do céu nem vale a pena pormo-nos de pé senão ainda ficamos com varizes de tanto esperar! Façam algo, reclamem, revoltem-se, lutem pelos vossos direitos! Caso contrário nunca mais se sai da cepa porta e o mundo continua às avessas!
Com tanta burocracia estúpida nas instituições e não só é por isso que este país não anda para a frente! É mais o falar que o fazer!
E tenho dito!
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