Às vezes não sei quem sou: se uma mera espectadora da vida ou uma daquelas pessoas que não vêem a vida a passar. Shakespeare outrora disse: (não gosto de Shakespeare mas o homem para alguma coisa tem que ser útil) “O mundo é um palco e todos os homens e mulheres simples actores".
Com isto, Shakespeare quer dizer que no nosso dia-a-dia todos desempenhamos um certo papel, todos somos personagens da nossa própria vida. Ora, se o mundo é, de facto, um palco e somos supostamente todos actores, não somos ao mesmo tempo também espectadores da vida?
Eu planeio a minha vida e represento-a, mas em simultâneo, conforme o tempo vai passando, coisas nos vão sendo dadas e retiradas, pessoas vão surgindo e sumindo e cada um de nós vê isso acontecer, assistindo à crueldade da vida, uns passivamente, de braços cruzados, outros pensando “ vou ganhar a próxima batalha! “ A vida é, de facto, um campo de batalha: às vezes, quando menos esperamos, levamos com uma espada nas costas! O que se deve fazer? Continuar a lutar, mesmo que percamos muitas vezes, pois chegará o dia em que a vitória surgirá!
Quem me dera ser sempre assim tão optimista…
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