terça-feira, 13 de setembro de 2011

Decisões

       Chega uma altura na nossa vida em que temos de tomar uma decisão face a algo ou até mesmo a alguém. Contudo, se formos a ver bem, todos os dias tomamos decisões, mesmo as mais simples e insignificantes, como virar à esquerda ou à direita numa determinada rua, ou que filme ir ver…
Porém, eventualmente, acabarão por surgir as decisões mais complicadas que temos que tomar, aquelas que ditarão o nosso futuro, como que curso escolher ou para que faculdade ir…
Infelizmente, nem todas as decisões que tomamos são boas; muitas delas têm más consequências, mas também o mau faz parte da vida e é com os erros que aprendemos a crescer.
Independentemente disto, mesmo que as consequências da nossa decisão tenham sido más, não temos que deixar de tomar decisões, fazer escolhas…
Acho que o pior de tudo é ficarmos parados, de braços cruzados, a ver a vida a passar e não fazermos nada para mudar o que quer que seja! Decisões têm que ser tomadas sim, por muito difíceis que sejam. Caso contrário, porque vivemos afinal? Viver não é só fazer o que queremos ou gostamos, é também lutar, sofrer, cair e erguer!

domingo, 4 de setembro de 2011

Pensar VS Sentir


         
         Eis uma temática recorrente no meu dia-a-dia. A primeira vez que li sobre este tema foi em Fernando Pessoa, curiosamente, e de imediato me identifiquei com esta dicotomia.
Infelizmente, muitas vezes torna-se difícil separar as duas coisas, mas é algo que tem que ser feito de modo a conseguirmos gerir a nossa própria vida. Não é por acaso que muitas vezes certas pessoas se magoam, pois vivem muito com base nas emoções, esquecendo-se que é igualmente importante racionalizar, do mesmo modo como sentir assume um papel importantíssimo, o que infelizmente também nem sempre acontece (penso que cada vez mais há pessoas que se esquecem de sentir). Ora, o que se verifica, portanto, é que parece haver aqui uma situação antagónica: ora se pode pensar demais e não se sentir de todo, ora se pode sentir apenas, não se pensando de todo e, assim, um equilíbrio tem de ser encontrado: procurar pensar mas também sentir em simultâneo, não se anulando nem um nem outro. Mas claro que nem sempre este equilíbrio é fácil de concretizar e falo por experiência própria. Sou uma pessoa muito sentimentalista (ás vezes, até demais) e quando não o deveria ser sou uma pessoa demasiado racionalista. Como já referi num outro texto meu, embora numa corrente de pensamento diferente, chego mesmo a racionalizar as minhas próprias emoções. Não é contraditório e antagónico?
         Infelizmente, tenho um outro aspecto em comum com Fernando Pessoa, ainda no que diz respeito a esta temática, nomeadamente a dor de pensar. Para Fernando Pessoa, pensar dói (Alberto Caeiro diz mesmo que “ pensar incomoda como andar à chuva “). Concordo plenamente com esta ideia: pensar não é para mim de todo uma tarefa suportável, pois ser-se consciente é agonizante. Chego, portanto, a um outro ponto fulcral: consciência vs inconsciência (uma outra temática abordada pelo poeta contemporâneo). Não seria muito mais feliz ter-se plena inconsciência dos factos que nos rodeiam? – questiona Fernando Pessoa. Coloco a mesma pergunta: Não seria? Pelo menos, se fossemos inconscientes não teríamos a noção de certas coisas, não seríamos obrigados a sofrer com a nossa consciência e quem sabe não seríamos felizes vivendo na ignorância. Contudo, do mesmo modo como ser-se consciente torna-se doloroso, ser-se inconsciente não será também um risco? Se não tivermos a consciência do que somos ou do que podemos ser ou do que nos rodeia, não seríamos alvo de críticas? Por algum motivo, quando alguém erra com outra pessoa, a outra pessoa muitas vezes interroga com frustração: Não tens consciência do que fizeste? Logo, não ter consciência pode ser tão mau como ter…
Mais uma vez pergunto: Não é contraditório e antagónico?
A que conclusão chegar, portanto?
Só chego a esta simples conclusão: na vida, tal como há certezas, também há incertezas, interrogações que são colocadas e para as quais não se obtém resposta. Só podemos viver de um modo portanto: procurando encontrá-las; se não as encontramos, temos que saber viver no desconhecido... Sim, o desconhecido é misterioso e assustador mas vistas bem as coisas, já não o é a própria vida?

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Reencontro


     
 
         A manhã por fim chegara e um sorriso abriu-se nos meus lábios. Mais umas horas e iria-te ver novamente! Embora não conseguindo raciocinar com clareza devido ao nervosismo sentido, sabia que o reencontro seria inesquecível!
Quando te vi, o meu coração disparou e por momentos pensei que me ia saltar do peito…
Caminhámos em direcção um ao outro, ansiosos por nos abraçarmos novamente! Quando te senti nos meus braços, sorri novamente e uma lágrima caiu pelo meu rosto, uma lágrima de felicidade. Naquele momento, parecia que mais ninguém estava por perto, apenas tu e eu e o nosso amor…
Não há palavras suficientes que descrevam a felicidade de um coração unido a outro, formando um só! Felizmente, às vezes, basta não dizer nada e sentir apenas, através de um abraço ou de um beijo que já falam por si…
Sim, sou feliz, graças a ti! Obrigada por teres esperado fielmente por mim! Amo-te Rúben!